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Bezerro 12m 1830,00
Garrote 18m 2170,00
Boi Magro 30m 2690,00
Bezerra 12m 1370,00
Novilha 18m 1620,00
Vaca Boiadeira 1850,00

Atualizado em: 27/2/2020 10:23

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Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

ARTIGO- Adidos agrícolas

 
 
 
Publicado em 19/03/2010

Pedro de Camargo Neto
Presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs)

Após quase duas décadas de debate, o governo federal enviará novo funcionário a cada uma das representações diplomáticas brasileiras sediadas em Buenos Aires, Bruxelas, Pequim, Pretória, Moscou, Genebra, Tóquio e Washington. Obrigatoriamente dos quadros do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, esse profissional terá funções de apoio e coleta de informação das questões agrícolas no exterior.

No início do debate, nos idos da década de 1990, eu não era dos principais entusiastas da proposta de criação da figura do adido agrícola brasileiro. Acreditava que o importante para o agronegócio seria obter a dedicação e o apoio dos muitos diplomatas já lotados no exterior. Com o passar dos anos, alterei meu pensamento e hoje defendo o papel do adido agrícola.

Nas últimas décadas, com o vertiginoso crescimento das exportações agrícolas brasileiras, ficou evidente que o setor necessitava de maior apoio no exterior e que o corpo diplomático, muitas vezes com limitados quadros no local, já não conseguia lidar com a nova realidade de forma adequada. Um funcionário a mais, integralmente dedicado ao setor, inserido no corpo das embaixadas, certamente seria de grande ajuda.

Muitos ministérios de Agricultura estrangeiros já contam com esse especialista nos quadros. Em Brasília, mais de uma dezena de embaixadas possuem profissionais com funções de atender seus setores agrícolas. O maior serviço desse tipo é o do governo do Estados Unidos. Trata-se do FAS — Foreign Agriculture Services, que conta com uma centena de norte-americanos distribuídos pelos países de interesse de sua agricultura. O FAS ainda recebe o apoio de outra centena de funcionários contratados no local. O Brasil, com oito, dá o primeiro passo.

Genebra e Washington foram as primeiras capitais destacadas para receber os adidos agrícolas brasileiros. Precisaremos, na sequência, de maior presença desses funcionários em Seul (Coreia), Nova Delhi (Índia), Cidade do México e Jacarta (Indonésia).

O crescimento da presença da agricultura do Brasil no exterior demanda por informações e ações que precisam ser atendidas. Tornamo-nos o terceiro maior exportador agrícola, logo após os EUA e a União Europeia. As preocupações dos adidos devem variar dependendo das cidades. É, porém, essencial a compreensão do funcionamento dos governos locais e o relacionamento eficiente com seus interlocutores. Também junto ao setor privado local a figura do adido pode ser de grande ajuda.

A presença do funcionário do Ministério da Agricultura não exclui a participação do corpo diplomático no apoio ao setor agrícola. Muito pelo contrário: a melhor compreensão das questões agrícolas dentro das embaixadas deve facilitar e fazer crescer de importância a atuação do embaixador e de seus colaboradores.

Publicado no Correio Braziliense em 19/032010

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