Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
200,00 185,00 194,00
GO MT RJ
190,00 188,00 181,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1830,00
Garrote 18m 2170,00
Boi Magro 30m 2690,00
Bezerra 12m 1370,00
Novilha 18m 1620,00
Vaca Boiadeira 1850,00

Atualizado em: 27/2/2020 10:23

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Kátia Abreu: A caixa de grilo e o olho do satélite

 
 
 
Publicado em 23/06/2009

Kátia Abreu

Mal comparando (como se dizia antigamente), é como se a polícia recebesse a foto de uma cena de crime sem a identificação do criminoso e do local, registrando apenas a hora do flagrante e a área a ser investigada. No caso, um território de 5,1 milhões de quilômetros quadrados de florestas.

Esse é precisamente o caso: as fotos de satélites mostrando a cada dia os desmatamentos e as queimadas da Amazônia revelam o crime, mas não precisam o criminoso. Ou seja, desafiam quem as interpreta a localizá-los numa área de 5,1 milhões de km2. Uma agulha no palheiro.

Para tornar automática essa localização, a vigilância dos satélites precisa dos dados do georreferenciamento, ou seja, a identificação precisa, no solo, das coordenadas geográficas das propriedades da área. Sem esse dado, as fotos de satélites escandalizam genericamente, mas não localizam precisamente onde ocorrem os crimes ambientais, bem como não identificam os responsáveis por tais crimes.

O georreferenciamento é um levantamento topográfico com a especificação da latitude e da longitude que os proprietários precisam obrigatoriamente apresentar para a obtenção do registro em cartório das suas terras na Amazônia. Uma das exigências da legislação aprovada pelo Congresso Nacional a partir da medida provisória 458. Para saber precisamente quem está desmatando ou incendiando, basta pegar a foto do satélite e ir ao cartório conferir o endereço, ou seja, o georreferenciamento.

Se não fosse por outras mil razões que apareceram nas discussões, só esse benefício à otimização da repressão ao desmatamento já justificaria a nova legislação.

No entanto, o interesse pessoal de notórias lideranças ambientalistas, que criam propositalmente tigres de papel para se apresentarem como gladiadores heroicos, ignorou propositalmente esse importante avanço da legislação. É sempre mais fácil, especialmente na questão ecológica, propor metas utópicas e soluções igualmente inatingíveis.

Ou criar propositalmente confusões, como a alegação de que a regularização de terras em discussão beneficiará grileiros. Ora, grileiros -que são criminosos comuns, falsários cínicos- estão foram desse jogo. Eles não têm posse de boa-fé, pelo contrário, apresentam títulos e registros falsificados em cartório, documentos fajutos, papéis envelhecidos artificialmente, como me revelaram outro dia, e tenho repetido, pelo preço da fatura, para delícia da imaginação de alguns interlocutores.

A etimologia da expressão derivaria de grilo, o inseto: o grileiro seria aquele que, para amarelecer e dar a aparência de envelhecimento ao papel, guardava certidões falsas em caixas cheias de grilos... Grileiros fogem do georreferenciamento porque teriam que renunciar à sua documentação falsificada.

Nesse sentido, a regularização fundiária é o primeiro passo para a regularização ambiental.

E como uma coisa puxa outra, vejamos essa campanha açodada de criminalização indiscriminada da produção de carne, que, em vez de penalizar o desmatamento da Amazônia, ameaça, para começo de conversa, inviabilizar exportações nacionais de 5,5 bilhões de dólares (sem falar dos 2,5 bilhões de couros).

A questão começa pela impossibilidade de determinar precisamente a origem da carne, pois boa parte do rebanho nasce numa região, engorda noutra e é abatida numa terceira.

Nunca esqueçamos que está se brincando com a reputação do produto brasileiro que representa 30% das exportações mundiais: de cada 3 kg da carne exportada no mundo, 1 kg é do Brasil. Só na Amazônia são 0 mil produtores e 38 milhões de cabeças, o que representa 20% do rebanho brasileiro.

Por esse motivo, estamos defendendo o desmatamento zero, a consolidação das áreas de produção de alimentos e a atualização da legislação ambiental, sob pena de gerar desemprego e o caos na economia.

Os ambientalistas sensatos, sensíveis à realidade e cada dia mais numerosos, engajam-se cada dez numa linha de combate sistemático ao desmatamento, mas operando uma estratégia de avanços pragmáticos que preservam a produção ecologicamente correta. Tanto atentos à impostura dos grileiros quanto à preocupação de otimizar a vigilância dos satélites.

No mais, é conformar-se, como o "professor de melancolia" do apólogo de Machado de Assis, concluindo ironicamente: "Também já servi de agulha para muita linha ordinária".

*KÁTIA REGINA DE ABREU , psicóloga, é senadora pelo DEM-TO e presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[27/02/2020] - Frigoríficos: entregas à China estão normais
[27/02/2020] - Minerva tem 5 unidades liberadas pelos americanos
[27/02/2020] - JBS tem 11 unidades aprovadas pelos EUA
[27/02/2020] - EUA: liberação da carne brasileira vira polêmica
[27/02/2020] - OMS: epidemia chegou a um ponto decisivo
[27/02/2020] - China espera controlar epidemia no fim de abril
[27/02/2020] - Dólar dispara por pânico com coronavírus

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[27/02/2020] - Como o mercado do boi voltou do Carnaval?
[27/02/2020] - Pecuarista segura o boi esperando preço melhor
[27/02/2020] - Frigoríficos de SP precisam comprar boi
[27/02/2020] - IGP-M tem deflação em fevereiro
[27/02/2020] - Dólar alto puxa o preço do farelo de soja
[27/02/2020] - Caroço de algodão mais caro em 2020
[27/02/2020] - Argentina trava exportações do agronegócio
[26/02/2020] - Reabertura dos EUA pode puxar a arroba no Brasil?
[26/02/2020] - EUA oficializam reabertura do mercado ao Brasil
[26/02/2020] - EUA prevêem produção de carne maior no Brasil
[26/02/2020] - Arroba: sem espaço para queda
[26/02/2020] - Reposição: preços em alta
[26/02/2020] - Carne: demanda segue fraca e segura preço
[26/02/2020] - Dólar alto puxa preço do farelo de soja
[26/02/2020] - Coronavírus pode afetar a economia do Brasil?
[26/02/2020] - Primeiro caso de coronavírus no Brasil
[26/02/2020] - Itália vive epidemia de coronavírus
[26/02/2020] - Itália: medidas contra o coronavírus são fortes
[26/02/2020] - OMS: transmissão do vírus na China desacelerou
[26/02/2020] - Mercados agrícolas sobem em dia de queda geral
[26/02/2020] - MAPA autoriza antecipação da vacinação no RS
[26/02/2020] - Produtores rurais argentinos marcam greve
[26/02/2020] - Macron promete brigar por subsídios a agricultores
[21/02/2020] - Arroba: frigoríficos podem aumentar ofertas
[21/02/2020] - Carne: preços firmes no atacado
[21/02/2020] - Mortes pelo coronavírus passam de 2.200 na China
[21/02/2020] - China: Vírus atrasa compras de produtos agrícolas
[21/02/2020] - Produção de carne dos EUA baterá recorde
[21/02/2020] - Marfrig pode vender ações nos EUA
[21/02/2020] - Empresa da JBS lucra 84% mais
[21/02/2020] - Dólar bate os R$ 4,40, maior valor da história
[21/02/2020] - Exportações de milho caíram
[21/02/2020] - Frete caro puxa preço do milho
[20/02/2020] - Brasil pode bater outro recorde na carne bovina
[20/02/2020] - Marfrig acredita que exportações seguirão fortes
[20/02/2020] - Minerva já vê retomada do mercado chinês
[20/02/2020] - Minerva: novos mercados estão se abrindo
[20/02/2020] - China começa a retomar a vida normal
[20/02/2020] - Arroba: mercado do boi está andando de lado
[20/02/2020] - Carne não consegue ganhar embalo no varejo
[20/02/2020] - Pecuaristas do RS querem antecipar fim da vacina
[19/02/2020] - Carnaval pode puxar a demanda pelo boi
[19/02/2020] - Pecuarista segura as vendas esperando a alta
[19/02/2020] - Um estado onde o boi subiu mais de 10%
[19/02/2020] - Reposição: preços continuam subindo
[19/02/2020] - Qual o novo patamar para a arroba do boi?
[19/02/2020] - Minerva lucra com exportações à China
[19/02/2020] - JBS faz mais um investimento bilionário nos EUA
[19/02/2020] - Câmara aprova a MP do Agro
[19/02/2020] - Caminhoneiros param para pressionar o STF

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br