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Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
200,00 185,00 194,00
GO MT RJ
189,00 187,00 181,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1830,00
Garrote 18m 2170,00
Boi Magro 30m 2690,00
Bezerra 12m 1370,00
Novilha 18m 1620,00
Vaca Boiadeira 1850,00

Atualizado em: 28/2/2020 09:55

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Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Pesquisa da USP analisa perda de amido em bois

 
 
 
Publicado em 03/09/2008

A dieta oferecida ao animal é um ponto chave na produção de carne, influenciando não apenas no custo como na qualidade da carne. Cerca de 70 a 80% do custo de um animal confinado são destinados para a alimentação. Para reduzir os custos de produção cada vez mais grãos têm sido utilizados nas dietas de bovinos de corte. Uma parte do amido proveniente dos grãos e que não é digerido, se perde nas fezes podendo representar até 35% em peso. Ou seja, um terço do peso seco das fezes dos bovinos alimentados intensivamente em confinamento pode ser representado por amido não digerido.

Uma pesquisa realizada no Laboratório de Nutrição e Crescimento Animal, ligado ao departamento de Zootecnia (LZT) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/ESALQ), avaliou o aproveitamento de amido em animais de diversos experimentos e de confinamentos comerciais. Animais com composição genética distinta e recebendo diferentes dietas foram avaliados. O estudo, de autoria de Mariana Caetano e orientada pelo professor Dante Pazzanese D. Lanna (LZT), analisou o teor de amido fecal em mais de duas mil amostras de sete confinamentos experimentais e 25 confinamentos comerciais nos estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O primeiro objetivo foi quantificar as perdas de amido em confinamentos comerciais brasileiros. Isto é importante não apenas sob o ponto de vista da eficiência de crescimento do animal, mas também para o conhecimento da produção de poluentes por unidade de carne produzida. Outro objetivo foi calibrar o uso da metodologia de NIRS (reflectância das ondas do infra-vermelho próximo) para estimar o teor de amido fecal de forma muito mais rápida e barata.

Finalmente, há estudos que demonstraram que a variabilidade genética entre animais pode explicar a eficiência de uso da dieta por meio do teor de amido fecal. No Brasil, cerca de 70% dos bovinos são zebuínos (como da raça Nelore) ou cruzados com zebuínos. Dados recentes demonstram que há maior perda de amido nas fezes destes animais. Assim, os dados desta pesquisa serão importantes para direcionar as fábricas de rações e os nutricionistas ligados aos produtores, na formulação de dietas que minimizem as perdas de amido.

Os resultados demonstraram perdas elevadas para os confinamentos que utilizaram grande proporção de grãos na dieta. Esta perda foi mais intensa para animais zebuínos. A metodologia de NIRS demonstrou-se acurada e precisa para estimar o teor de amido, além de ser mais rápida e de baixo custo. As equações de calibração desenvolvidas serão utilizadas em análises comerciais pelo Laboratório de Bromatologia do mesmo departamento, beneficiando os produtores, consultores e empresas de formulação de rações. Em segundos é obtida a leitura do aproveitamento do amido em animais confinados.

O trabalho conduzido trouxe informações importantes sobre as perdas de amido por bovinos no Brasil. Além disto, os dados e a metodologia adaptada permitirão à indústria de bovinos de corte aumentar a sua eficiência e, conseqüentemente, reduzir custos e seu impacto ambiental. Isto é fundamental em um ambiente de preços de grãos cada vez mais altos.

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