Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
200,00 182,00 194,00
GO MT RJ
186,00 185,00 181,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1830,00
Garrote 18m 2170,00
Boi Magro 30m 2690,00
Bezerra 12m 1370,00
Novilha 18m 1620,00
Vaca Boiadeira 1850,00

Atualizado em: 14/2/2020 10:40

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

A complacência da sociedade chega ao limite

 
 
 
Publicado em 23/01/2008
Brasileiro paga imposto sem reclamar. Entregamos ao estado 38% do PIB na forma de tributos e recebemos em troca serviços públicos de baixa qualidade. Na esmagadora maioria, nossas estradas estatais são inseguras e esburacadas. Os terminais aeroportuários estatais estão entupidos, as pistas são fatores de risco. A infra-estrutura portuária estatal não funciona adequadamente. As escolas públicas são precárias e não se lê uma notícia sobre bons resultados na educação há muito tempo. Os hospitais públicos, com honrosas e conhecidas exceções, não fazem bem à saúde. Nossos presídios são escolas de crime. Professores e policiais, em geral, seguem muito mal remunerados e orientados. Enfim, pagamos muito e recebemos pouco e mal feito.

Arrecadar aqui é um bom negócio para o estado: cobra-se imposto de primeiro mundo e devolve-se com serviço de terceiro. Nossa sociedade, entre complacente e cúmplice, entrega ao Tesouro uma absurda carga tributária e contenta-se em participar de um imenso programa assistencialista que começa com juros subsidiados, passa por isenções tributárias e créditos a fundo perdido e termina com bolsas assistenciais, entre outras benesses. Se o geral não é bom, a sociedade se defende arrumando algumas “boquinhas” e driblando a sanha arrecadadora do estado. No entanto, alguma coisa começa a mudar.

Os sinais da mudança surgiram no debate da MP 232, de dezembro de 2004, que elevou a carga tributária dos prestadores de serviços, ampliando de 32% para 40% a base de incidência da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) e do IR para prestadores de serviços que usam o lucro presumido para calcular tributos. A MP também determinava o pagamento da CSLL sobre os ganhos que grandes empresas, com participação acionária no exterior, obtêm com variações cambiais. A MP 232 foi editada para compensar as perdas de arrecadação com a correção de 10% da tabela do Imposto de Renda da pessoa física a partir de 2005. Fechando o pacote de maldades daquele ano, a 232 estabeleceu a supressão do direito do contribuinte recorrer ao Conselho de Contribuintes nos casos de processos inferiores a R$ 50.000,00 e naqueles relativos aos contribuintes do Simples.

A iniciativa causou inusitada comoção na sociedade civil. Em especial pelo fato de que elevava diretamente a carga tributária dos prestadores de serviços e, indiretamente, de outros setores da economia. Sobretudo, pelo fato de as empresas trabalharem cada vez mais com prestadores de serviços terceirizados. Para evitar uma derrota, o governo retirou a MP 232 do Congresso. Venceu a combinação da inconsistência política do governo com a resistência de setores da sociedade, o primeiro golpe na área tributária sofrido pelo Executivo em anos, mas não a primeira. A resistência organizada contra a MP 232 serviu de experiência para outras iniciativas.

A principal delas foi a da CPMF, em dezembro. Dessa vez, a mobilização teve a liderança da OAB e da FIESP, o movimento se institucionalizou e agregou dezenas de entidades da sociedade civil. Diferentemente de outra questão fiscal que provocou muito barulho, como a emenda 3 – apenas determinação judicial teria autoridade para identificar relação empregatícia – a campanha contra a CPMF teve o apoio de sindicatos de trabalhadores. No final, o Congresso revogou a proposta de prorrogação do imposto, impondo uma perda de 40 bilhões de reais ao governo. Na verdade, a exemplo da retirada da MP 232, o governo terminou vencido pela própria incompetência. A mobilização ajudou, mas não foi decisiva. Caso tivesse atuado de forma mais profissional, o Planalto não teria fracassado. A grande lição desses episódios é que a sociedade demonstra estar trocando a apatia pela reação.

No Rio de Janeiro, surgiu nos últimos dias um novo exemplo: setores da sociedade carioca se organizaram contra o pagamento do IPTU cobrado pela prefeitura do Rio de Janeiro. O movimento começou com passeatas e manifestações pela orla e chegou à Justiça. Contribuintes insatisfeitos se articulam para depositar em juízo o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), cujos carnês já começaram a ser distribuídos. O argumento para embasar as ações na Justiça é a desvalorização dos imóveis, bem como o crescimento do comércio informal, o aumento da população de rua, o trânsito caótico, o péssimo estado de conservação de lugares públicos e a invasão de áreas de preservação ambiental. A mobilização começou na zona sul do Rio e se espalha por outras regiões com apoio de alguns veículos de comunicação.

Nem bem curou a ressaca da CPMF, o governo federal terá que enfrentar novo debate tributário. Desta feita na Justiça. O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar o mérito da ação direta de inconstitucionalidade (Adin), apresentada quinta-feira passada pelo PSDB, contra decreto do presidente da República que aumentou a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para pessoas físicas. O julgamento deve ocorrer logo e representar novo revés para o governo. O ambiente para aumento de impostos não é bom. A sociedade anda insatisfeita e o tema tem merecido atenção da mídia. Tanto o episódio do Rio de Janeiro quanto à decisão do STF devem ser acompanhadas. Fazem parte de um enredo que começou no debate da MP 232 e indica novos tempos.


Murillo de Aragão é mestre em ciência política e doutor em sociologia pela UnB e presidente da Arko Advice – Análise Política. Artigo publicado no Blog do jornalista Rocardo Noblat.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[14/02/2020] - Arroba do boi já bateu até R$ 210. Sobe mais?
[14/02/2020] - Arroba: frigoríficos compraram boi pro Carnaval
[14/02/2020] - Minerva aposta em forte alta nas exportações
[14/02/2020] - Mais um país abre mercado à carne do Brasil
[14/02/2020] - IBGE: desemprego caiu em 16 estados
[14/02/2020] - Prévia do PIB de 2019 decepciona
[14/02/2020] - Coronavírus pode adiar saída do BNDES da JBS

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[14/02/2020] - Fux adia novamente julgamento da tabela de frete
[14/02/2020] - CNA: tabelamento de frete prejudica o setor
[13/02/2020] - Arroba do boi segue em ritmo de alta
[13/02/2020] - Exportações podem bater recorde em fevereiro
[13/02/2020] - Vendas à China seguiram fortes em janeiro
[13/02/2020] - Exportações de carne salvam balança do agro
[13/02/2020] - Província chinesa registra 242 mortes em um dia
[13/02/2020] - Por que os números do coronavírus subiram tanto?
[13/02/2020] - Coronavírus vai afetar economia do Brasil, diz BC
[13/02/2020] - Frigoríficos do MS esperam crescimento com China
[13/02/2020] - Abates recuaram no quarto trimestre de 2019
[13/02/2020] - Tabela de frete: governo pede adiamento ao STF
[12/02/2020] - Arroba: pecuarista segura o boi à espera da alta
[12/02/2020] - O preço da carne bovina vai subir?
[12/02/2020] - Preço do garrote subiu quase 50% no Tocantins
[12/02/2020] - Milho dispara e bate recorde de preço
[12/02/2020] - China diz que baterá metas econômicas em 2020
[12/02/2020] - Qual será o impacto econômico do coronavírus?
[12/02/2020] - Câmara aprova texto da MP do Crédito Rural
[12/02/2020] - Bolsonaro passa Conselho da Amazônia a Mourão
[11/02/2020] - Briga dos Batista trava venda de ações da JBS
[11/02/2020] - Arroba: pecuaristas estão segurando as vendas
[11/02/2020] - Como está a exportação de carne em fevereiro?
[11/02/2020] - Aumentou a procura por reposição
[11/02/2020] - Custo da pecuária subiu 33% com alta da reposição
[11/02/2020] - MAPA e produtores ampliam trabalho na China
[11/02/2020] - PIB do Agro cresceu puxado pela pecuária
[11/02/2020] - Produtor terá crédito para quitar dívidas
[10/02/2020] - Exportações brasileiras já sentem o surto na China
[10/02/2020] - Chineses voltam a falar em aumento de importações
[10/02/2020] - China tenta voltar ao trabalho em meio ao surto
[10/02/2020] - Arroba do boi segue apontando para a alta
[10/02/2020] - Carne volta a subir no atacado
[10/02/2020] - Confiança do pecuarista bate recorde histórico
[10/02/2020] - Deputado ruralista apoia aumento de impostos
[10/02/2020] - Milho: cotações em queda
[07/02/2020] - China parou de comprar carne do Brasil
[07/02/2020] - Chineses também seguraram compras dos EUA
[07/02/2020] - Menos pessoas reportaram coronavírus, diz OMS
[07/02/2020] - Arroba: vida difícil para compradores dos frigos
[07/02/2020] - Carcaça casada subiu quase 9% na semana
[07/02/2020] - Carne ajuda e inflação tem menor nível em 26 anos
[07/02/2020] - Dólar dispara e bate os R$ 4,30
[07/02/2020] - BNDES, enfim, prepara a venda da JBS
[07/02/2020] - Investimento em ferrovias pode bater R$ 30 bilhões
[07/02/2020] - Venda de máquinas caiu quase 6% em janeiro
[06/02/2020] - Justiça dos EUA manda entregar documentos da JBS
[06/02/2020] - Arroba do boi volta a se aproximar de R$ 200
[06/02/2020] - Bezerro está em alta no Paraná
[06/02/2020] - Leite: preço pago ao produtor subiu

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br