Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
187,00 171,00 185,00
GO MT RJ
177,00 174,00 171,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1750,00
Garrote 18m 2100,00
Boi Magro 30m 2550,00
Bezerra 12m 1350,00
Novilha 18m 1600,00
Vaca Boiadeira 1840,00

Atualizado em: 29/1/2020 09:53

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

O Brasil terá nova greve dos caminhoneiros?

 
 
 
Publicado em 06/12/2019

Diante da complexidade que é a definição dos custos do transporte de cargas nas rodovias brasileiras, representantes do governo, empresários, sindicatos e federações participam de reuniões desde a quarta (4) na sede do Ministério da Infraestrutura. Juntos, eles buscam aperfeiçoar as planilhas que servem de referência para definir os custos do frete no país.

Entre os principais temas abordados na 35ª reunião do Fórum Permanente para o Transporte Rodoviário de Cargas (Fórum TRC), estão o fortalecimento do cooperativismo, a criação do cartão combustível, o programa de saúde para os caminhoneiros e a inclusão dos pontos de parada e descanso como uma obrigatoriedade nos processos de concessão de rodovias federais. O Fórum TRC representa 2,6 milhões de caminhoneiros, 37.386 empresas, 1.584 sindicatos e 75 federações.

Piso mínimo, lucro, tipos de carga, números de eixos do veículo, distância da viagem; gastos com pedágio, pneus, pernoite, alimentação, taxas, combustíveis, tributos e pedágios; além da viabilização de pontos de parada para caminhoneiros são alguns dos elementos a serem considerados para a definição do valor final a ser cobrado pelo frete.

"Estamos na busca de uma metodologia matemática para calcular o frete", resumiu o secretário Nacional de Transporte Terrestre, Marcello Costa. Segundo Costa, o valor total do frete é composto pelo piso mínimo e de um valor a mais, negociado entre as partes.

"Custos operacionais como diesel, pneus, salário do motorista, pedágio, quando for o caso, e despesas adicionais como ponto de parada, diária e alimentação... tudo já está dentro do piso mínimo. Uma parte do piso é obrigatória e tem de ser seguida por todos os embarcadores e transportadores. Tem também uma questão negocial, que é um valor adicional que depende de cada caso, como, por exemplo, extensão da viagem e a existência ou não de pedágio", acrescentou.
Atualização

A cada seis meses, a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) atualiza as planilhas e o piso mínimo a ser pago aos caminhoneiros. Até o dia 8 deste mês, o governo pretende terminar a fase de audiências públicas para, no dia 20 de janeiro, publicar a tabela e o piso mínimo atualizados.

"Na resolução feita em julho, já passamos de 5 para 10 o número de categorias para os tipos de carga. Essa evolução já foi inserida, com valores distintos e atualização dos valores do diesel. Temos até 20 de janeiro para publicar a próxima resolução, tendo por base o novo ciclo de atualização", informou Costa.

A resolução em vigor, votada em novembro, determina que o lucro do caminhoneiro tem de ser considerado para a composição do valor cobrado. "Não se trata do piso mínimo, mas de um percentual a mais, não definido, que tem de ser negociado entre o contratante e o contratado. O que fizemos foi torná-lo obrigatório na negociação. Apesar de compor o preço final, [esse quesito] não está na tabela de preço mínimo, até porque o lucro é uma relação comercial a ser negociada entre as partes", completou.

Os gastos com pernoite também fazem parte da composição de custo, entre os itens a serem negociados pelas partes.

Integrante de 68 grupos de WhatsApp formados por mais de 200 caminhoneiros, cada, o autônomo Gustavo Ávila disse que, dependendo da época do ano eles têm trabalhado apenas para comer.

"O dinheiro a ser usado na manutenção do veículo só vem nos períodos em que a demanda pelo nosso serviço aumenta, em geral na época de escoamento da produção", disse Ávila à Agência Brasil. "A situação no momento está tão difícil, ou pior do que estava em 2018 por causa dos valores de frete e do óleo diesel", afirmou ao falar sobre a insatisfação em parte da categoria.

Clima melhor

O vice-presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Norival de Almeida Silva, ressaltou, porém, que não há, no momento, clima para manifestações como as de maio de 2018. "Entre os caminhoneiros existem tanto pessoas insatisfeitas como satisfeitas - afinal são seres humanos e têm opiniões próprias. Mas não vejo clima para isso porque todos precisamos ter responsabilidade para com o país, que está começando a crescer", disse ele à Agência Brasil.

Para Marcello Costa, o clima entre as partes vem melhorando desde que o governo assumiu o papel de mediador. "Participo do fórum desde o início de 2019. Senti um nítido amadurecimento nas relações entre embarcadores, transportadores e autônomos", disse.

Segundo Costa, o risco de greves existe neste e em qualquer setor da economia porque é direito constitucional. "Agora, fazendo uma avaliação do governo, achamos que a greve não interessa a nenhum dos setores envolvidos. Posso garantir que a possibilidade de greve é muito menor do que no início do ano."

Cooperativismo

Gustavo Ávila aponta o cooperativismo como uma possível solução para boa parte dos problemas dos caminhoneiros. "Enxergo a necessidade das cooperativas para que o caminhoneiro tenha uma organização e venha a conseguir, dentro do mercado de trabalho, melhores condições para a redução de insumos, combustível e pneu; e para ficarmos mais unidos na hora da contratação de fretes", disse o caminhoneiro.

Opinião similar tem o vice-presidente da CNTA. "Estamos estendendo o braço dentro do cooperativismo, por meio do qual [os caminhoneiros] poderão ser contratados diretamente pelo embarcador. São fatos novos que estão vindo para nossa categoria, para termos um dia menos sofrido e melhor resultado financeiro para nossas famílias." Com informações da Agência Brasil.
 

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[29/01/2020] - Negócios travados no mercado do boi
[29/01/2020] - Coronavírus pode reduzir crescimento chinês
[29/01/2020] - China estima prazo para pico do coronavírus
[29/01/2020] - Renegociações com a China derrubam boi em MT
[29/01/2020] - Bezerro em alta em Mato Grosso do Sul
[29/01/2020] - Reposição subiu mais de 51% no Tocantins
[29/01/2020] - Emergências sanitárias têm novo sistema
[29/01/2020] - Frigoríficos acusam BB de calote em exportações

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[28/01/2020] - Arroba parou de cair e ensaia alta
[28/01/2020] - Carne volta a subir no varejo
[28/01/2020] - Como estão o boi e a reposição em Mato Grosso?
[28/01/2020] - Exportações de carne fecham semana com força
[28/01/2020] - JBS fecha acordo para exportar R$ 3 bi à China
[28/01/2020] - Ações de frigoríficos caem com medo do vírus
[28/01/2020] - Mortes pelo coronavírus passam de 100 na China
[27/01/2020] - Consultoria prevê retomada da alta do boi
[27/01/2020] - Arroba: pressão de baixa continua
[27/01/2020] - Reposição trava com queda da arroba do boi
[27/01/2020] - China: importações de carne cresceram mais de 90%
[27/01/2020] - Coronavírus pode enfraquecer ainda mais a China
[27/01/2020] - Marfrig cai na B3 com medo do coronavírus
[27/01/2020] - Frango já caiu 15% no atacado em janeiro
[24/01/2020] - Arroba: frigoríficos seguraram as compras
[24/01/2020] - Atacado da carne segue corrigindo preços
[24/01/2020] - Brasil tem a maior criação de empregos desde 2013
[24/01/2020] - Minerva levanta mais de R$ 1 bilhão na Bolsa
[24/01/2020] - Milho: alta de 28,3%
[24/01/2020] - Agro responde por 77% das exportações do PR
[23/01/2020] - Queda do boi não tem relação com a China
[23/01/2020] - BRF nega renegociação com a China
[23/01/2020] - Vender à China é coisa pra frigorífico grande?
[23/01/2020] - A China pode levar para onde o valor do boi?
[23/01/2020] - Arroba: mercado parado em São Paulo
[23/01/2020] - Pecuaristas protestam contra preço do boi em RO
[23/01/2020] - Frigoríficos do PR querem travar venda de bois
[23/01/2020] - Inflação desacelera com queda no preço da carne
[23/01/2020] - Milho: exportações perderam ritmo
[22/01/2020] - Frigoríficos estão mesmo tendo prejuízo na China?
[22/01/2020] - Frigoríficos perdem valor com impasse chinês
[22/01/2020] - Carne bovina cai também no Brasil
[22/01/2020] - Arroba: impasse no mercado do boi gordo
[22/01/2020] - Pecuaristas estão cautelosos na reposição
[22/01/2020] - Milho segue com preço firme
[22/01/2020] - CNI protesta contra reajuste da Tabela de Frete
[22/01/2020] - Justiça condena dez da Operação Carne Fraca
[21/01/2020] - China quer renegociar até carne já embarcada
[21/01/2020] - Exportações perderam ritmo mas seguem fortes
[21/01/2020] - Frigoríficos querem forçar baixa do boi
[21/01/2020] - Pecuaristas travam vendas com arroba menor
[21/01/2020] - Queda da carne não é generalizada
[21/01/2020] - PIB do Agro cresceu 1,15% até outubro
[20/01/2020] - Arroba: preços continuarão caindo?
[20/01/2020] - SC bate recorde na exportação de carne
[20/01/2020] - Vai faltar leite em 2020?
[20/01/2020] - Farelo de soja está mais caro
[20/01/2020] - Novos adidos agrícolas tomam posse
[20/01/2020] - Anvisa decide que abamectina continuará à venda
[20/01/2020] - MS deve criar fundo privado para sanidade

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br