Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
151,00 138,00 143,00
GO MT RJ
136,00 136,00 141,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1480,00
Garrote 18m 1820,00
Boi Magro 30m 2110,00
Bezerra 12m 1180,00
Novilha 18m 1380,00
Vaca Boiadeira 1550,00

Atualizado em: 17/6/2019 10:13

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Marfrig e BRF já entram em detalhes da fusão

 
 
 
Publicado em 05/06/2019

Após o aval de seus conselhos de administração, BRF e Marfrig iniciaram ontem as conversas oficiais para delinear o acordo de fusão, conforme uma fonte. No mercado, alternativas para a governança da nova gigante das carnes começam a ser aventadas. Inevitavelmente, os próximos 90 dias serão marcados por idas e vindas nas tratativas, o que provoca desconforto em fontes próximas às duas empresas.

Movimentos estratégicos de longo prazo, como a abertura de capital nos Estados Unidos, também serão analisadas pelos negociadores da fusão, apurou o Valor. Se a união for aprovada, uma tacada posterior poderá ser redomiciliar a sede da nova empresa, aproveitando inclusive a estrutura da americana National Beef, controlada pela Marfrig.

Por ora, o que está acordado com o conselho de administração da BRF é a permanência de Pedro Parente como presidente do conselho e de Lorival Luz como CEO da nova companhia, apurou o Valor. Mas fontes avaliam que uma alternativa possível é o compartilhamento da função de presidente do conselho de administração entre Parente e o empresário Marcos Molina, fundador e presidente do conselho da Marfrig. Qualquer acordo, porém, terá de ser apreciado pelos acionistas de cada companhia em assembleia.

De acordo com duas fontes, a direção-executiva da nova empresa deverá aproveitar os quadros dos dois grupos. Além de Lorival Luz como CEO, o principal cargo de finanças (CFO, na sigla em inglês) da nova empresa poderá ficar com Eduardo Miron, que é CEO da Marfrig desde o segundo semestre de 2018. Antes de assumir a presidência-executiva da Marfrig, o executivo era o vice-presidente de finanças e de relações com investidores.

Na quinta-feira, quando as duas empresas anunciaram as negociações para uma possível fusão, poucos detalhes sobre a governança da nova companhia foram revelados, o que preocupou analistas. Pela proposta anunciada, os acionistas da BRF ficarão com 85% da empresa resultante, e os da Marfrig, com 15%. As negociações ainda estão concentradas no campo dos conselhos de administração e das direções-executivas, o que indica que as conversas sobre um eventual acordo de acionistas ficarão para depois.

Um dos receios é que o negócio seja ingovernável, dada a diferença de estilo dos acionistas. Na BRF, o capital é pulverizado e não há um controlador definido, o que confere maior poder aos gestores - neste momento, Pedro Parente e Lorival Luz, futuro CEO global da BRF.

A Marfrig, por outro lado, é uma "empresa de dono". Embora a BNDESPar, braço de participações do BNDES tenha um acordo de acionistas, é Marcos Molina quem dá as cartas na Marfrig.

Justamente por isso, uma das grandes dúvidas do mercado sobre a fusão diz respeito ao papel de Molina. Ao se unir à BRF, o empresário será sócio de uma companhia maior - com faturamento da ordem de R$ 80 bilhões -, mas terá sua participação drasticamente reduzida, de 34% para apenas 5,5%.

"Faz sentido se tornar um acionista menor de uma empresa muito maior, o que não faz sentido é a esse preço", avaliou um banqueiro. No entendimento de dois bancos de investimento, a Marfrig está deixando o prêmio na mesa ao trocar uma ação que negociava em média a seis vezes o lucro por uma ação que vinha negociando a 12 vezes o lucro - ou seja, considerando um múltiplo semelhante entre as duas, a relação de troca seria mais favorável para a Marfrig.

Além disso, as fontes ponderam que a Marfrig reduziu as dívidas no último ano e não tinha necessidade de se unir à BRF. "A BRF precisa mais da Marfrig do que o contrário", disse uma das fontes.

Na composição acionária inicialmente traçada, Molina não poderia ditar os rumos da empresa, como está habituado. No mínimo, o processo de tomada de decisões ficaria mais lento do que o usual. Ao mantê-lo na presidência do conselho - compartilhando a função com Pedro Parente -, os negociadores poderiam endereçar o problema.

Uma fonte ligada à operação confirma que essa composição do conselho é uma possibilidade, mas ainda não há nada definido. "É fato que Molina não será irrelevante, mas não há organograma neste momento", disse essa fonte.

Além disso, Molina seria o principal acionista individual da empresa resultante da fusão entre a BRF e a Marfrig. Pelo anúncio preliminar, apenas os fundos de pensão Petros e Previ seriam maiores do que Molina, com cerca de 10% cada. A BNDESPar, por sua vez, ficaria com aproximadamente 5%.

Nessa configuração, o Estado brasileiro teria um grande poder de influência - ainda que indireto - sobre a nova companhia, bem como sobre a aprovação da união entre elas. Juntos, Previ, Petros e BNDES teriam quase 25% da nova gigante de carnes. Nos bastidores, porém, a reação entre os diferentes atores estatais não foi homogênea.

Conforme o Valor já informou, a proposta de fusão agradou ao BNDES em uma avaliação preliminar. O banco, que investiu R$ 3,6 bilhões na Marfrig entre 2007 e 2012, poderia encontrar uma porta de saída. Previ e Petros, porém, ainda estão digerindo a informação. No ano passado, as duas fundações lideraram o movimento que destituiu Abilio Diniz do comando da BRF - Parente assumiu em seu lugar.

Se a nova companhia formada por BRF e Marfrig resolver fazer uma oferta subsequente de ações (follow-on) com captação primária, para aumentar caixa e reduzir endividamento, Molina poderia ser diluído ainda mais. Num cenário em que a oferta aconteça nos Estados Unidos, no entanto, a companhia poderia fazer uso de uma estrutura de ações que garanta super poder de voto - como já usam outras empresas brasileiras. Com informações do Valor.

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[17/06/2019] - Arroba: pecuarista agora faz jogo duro
[17/06/2019] - Levy pode ser convocado a explicar crédito ao JBS
[17/06/2019] - Governo do MS dá mais incentivos à JBS
[17/06/2019] - Brasil vai à OMC por barreiras da Indonésia

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[14/06/2019] - Para onde vai a arroba com a reabertura da China?
[14/06/2019] - Pecuaristas calculam prejuízos com embargo chinês
[14/06/2019] - Preço da carne com osso já subiu
[14/06/2019] - Minerva suspende férias e retoma a produção
[14/06/2019] - JBS anuncia que aumentará produção em MG
[14/06/2019] - Marfrig aumenta produção no Mato Grosso
[14/06/2019] - Abates cresceram em 2019
[14/06/2019] - Produtor rural luta para poder produzir queijo
[13/06/2019] - China reabre as importações de carne do Brasil
[13/06/2019] - Arroba já sobe com frigoríficos firmes na compra
[13/06/2019] - Exportações de boi caíram
[13/06/2019] - Reposição está valorizada em Minas Gerais
[13/06/2019] - Mais um problema para a fusão BRF-Marfrig
[13/06/2019] - Presidente da Funai foi demitido
[12/06/2019] - Arroba: pecuarista está segurando os animais
[12/06/2019] - ABIEC: Brasil exportou mais carne à Rússia
[12/06/2019] - A Argentina pode tomar espaço do Brasil na China?
[12/06/2019] - China: sindicato teme demissões no Minerva
[12/06/2019] - A fusão BRF-Marfrig vai mesmo sair?
[12/06/2019] - Congresso garante verba para o Plano Safra
[12/06/2019] - Governo marca data de lançamento do Plano Safra
[12/06/2019] - Bolsonaro deve assinar nova MP sobre o CAR
[12/06/2019] - CNA e frigoríficos assinam compromisso ambiental
[11/06/2019] - Arroba: frigoríficos testam o mercado
[11/06/2019] - Como estão as exportações de carne em junho?
[11/06/2019] - Pecuaristas do MT pessimistas com confinamento
[11/06/2019] - China: Minerva dá férias coletivas e fecha unidade
[11/06/2019] - Carne bovina em queda no varejo
[11/06/2019] - CNA: Agro está contribuindo para inflação baixa
[11/06/2019] - Crédito rural esta em alta
[11/06/2019] - Tereza se diz confiante que Plano Safra sairá
[11/06/2019] - Bancada tenta salvar o Plano Safra
[11/06/2019] - Leite: preços do longa vida em queda
[10/06/2019] - Arroba: frigos usam China para pressionar
[10/06/2019] - O pânico no mercado do boi vai continuar?
[10/06/2019] - Frigoríficos derrubam o valor da arroba no MT
[10/06/2019] - China procura outros exportadores de carne
[10/06/2019] - Missão dos EUA chega para vistoriar frigoríficos
[10/06/2019] - Congresso ameaça o Plano Safra 2019
[10/06/2019] - Tabela de fretes: Fux manda marcar julgamento
[10/06/2019] - Milho: demanda perdeu força
[07/06/2019] - Arroba: paradeira no mercado vai continuar?
[07/06/2019] - Queda da arroba chega à reposição
[07/06/2019] - China comprou quase 40% da carne exportada
[07/06/2019] - China abre espaço para importar carne argentina
[07/06/2019] - Dono do Marfrig corre atrás de dinheiro
[07/06/2019] - Impérios frigoríficos criados com a mão do governo
[07/06/2019] - MPF tenta tornar Joesley Batista réu novamente
[07/06/2019] - Milho: safra pode ser a maior da história
[07/06/2019] - Milho: preços caíram com força em SP

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br