Cotações Mapas Notícias em seu e-mail
Precisa vender? Mais de 6.000 visitantes diariamente esperam pelo seu produto aqui no Pecuaria.com.br. Clique aqui e veja como e facil anunciar!
Arroba do Boi - R$ (À vista)
SP MS MG
158,00 142,00 148,00
GO MT RJ
143,00 141,00 143,00
Reposição - SP - R$
Bezerro 12m 1420,00
Garrote 18m 1700,00
Boi Magro 30m 2030,00
Bezerra 12m 1050,00
Novilha 18m 1300,00
Vaca Boiadeira 1470,00

Atualizado em: 17/4/2019 11:18

Cotações da Arroba: SP-Noroeste, MS-Três Lagoas, MG - Triângulo, GO - Região Sul, MT - Rondonópolis, RJ-Campos
Clique aqui e veja cotações anteriores

 

 

 

 


 
Receba, diariamente, em seu
e-mail nosso boletim com os assuntos que mais interessam
ao profissional do setor.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente.


Adriano Garcia
MTb 10252-MG

 

Frigoríficos estão em alta na Bolsa

 
 
 
Publicado em 08/02/2019

No que depende dos frigoríficos brasileiros, os investidores não têm do que se queixar neste início de 2019. Impulsionado pela JBS, a maior indústria de proteínas animais do mundo, o valor de mercado das empresas de carnes que compõem o Ibovespa - grupo que também inclui Marfrig e BRF - aumentou R$ 8,9 bilhões desde o fim de 2018. Juntas, as três empresas valem atualmente R$ 61,7 bilhões, o que significa um crescimento de 16,9% ante os R$ 52,8 bilhões do fim de dezembro.

A trajetória positiva não está descolada do ambiente geral, mas as valorizações de JBS e Marfrig são bastante superiores à do Ibovespa. Embalado pela agenda reformista do governo Bolsonaro, o Ibovespa registrou alta de 6,2% no ano até ontem. Os papéis de JBS e Marfrig, por sua vez, subiram 23,6% e 10,4%, respectivamente. As ações da BRF subiram menos (5,8%), mas por causa do tombo de ontem, motivado pela frustração dos investidores com os resultados de seu plano de venda de ativos (ver Venda de ativos frustra expectativas e adia 'ajuste' da BRF). O valor de mercado da JBS, cujas ações sobem 46,3% nos últimos 12 meses, chegou a R$ 39,1 bilhões, o da Marfrig atingiu R$ 3,7 bilhões e o da BRF alcançou R$ 18,8 bilhões.

Em geral, as valorizações também teriam sido mais intensas não fosse o banho de água fria de quarta-feira, quando o Ibovespa teve o pior pregão desde a greve de caminhoneiros, caindo mais de 3% em meio aos receios com a forma escolhida pelo governo para encaminhar a reforma da Previdência. A desconfiança também contaminou as ações dos frigoríficos, reduzindo a magnitude da valorização no ano - até terça-feira, a JBS acumulava alta de quase 30% desde dezembro.

De qualquer maneira, a valorização da ações de JBS, Marfrig e BRF foi significativa. De acordo com analistas consultados pelo Valor, a recuperação dos papéis das três empresas reflete a melhora no ciclo de produção de carne de frango no Brasil - dona de Sadia e Perdigão, a BRF é líder nas exportações mundiais dessa proteína - e o excepcional momento para a indústria americana de carne bovina. As margens dos frigoríficos nos Estados Unidos, que em tempos normais ficavam em torno dos 4%, estão mais perto dos 10%.

Nesse caso, a maior beneficiada é a JBS, que disputa a liderança do mercado americano de carne bovina com Tyson Foods e Cargill. Com a compra da National Beef em 2018, a Marfrig também passou a participar da festa americana. O negócio deu à empresa fundada por Marcos Molina o controle do quarto maior frigorífico de carne bovina dos EUA e, de quebra, fez dela a segunda maior empresa do segmento no mundo, atrás apenas da JBS.

A exposição à economia americana tem sido o grande diferencial para os investidores de JBS e Marfrig, ressaltou um analista de um banco brasileiro. "É um momento operacional positivo", avaliou.

Há também em curso um processo de construção de confiança e reputação - palavras que dificilmente caracterizaram o segmento desde 2007, quando JBS e Marfrig abriram o capital. Mas o fato é que, por diferentes fatores, as empresas agora agradam mais.

Nesse sentido, o caso da JBS é emblemático. A empresa dos irmãos Batista cada vez mais deixa no passado as manchetes policiais. Após a delação premiada de Joesley e Wesley, a JBS vendeu ativos, renegociou dívidas com bancos no Brasil, profissionalizou a gestão e, agora, voltou a preparar o terreno para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de suas operações internacionais nos Estados Unidos.

No mês passado, Guilherme Cavalcanti, ex-diretor financeiro da Fibria, assumiu a área financeira e de relações com os investidores da JBS com a missão de fazer a abertura de capital na bolsa de Nova York (Nyse). "O IPO tem sido uma das grandes metas da JBS", ressaltou o analista Leandro Fontanesi, do Bradesco BBI.

A avaliação é que o IPO vai disparar um gatilho, puxando as ações da JBS. Listada nos EUA, a companhia pode ter acesso a recursos mais baratos e fazer valer sua diversificação na comparação com concorrentes como Tyson e Smithfield.

Em relatório divulgado na terça-feira, a agência de classificação de risco Fitch apontou a JBS como a mais diversificada empresa de proteínas animais do mundo, tanto em termos geográficos - a empresa está na América do Norte, Europa, América do Sul e Oceania - como em tipos de proteína (bovinos, frango e suínos). "[A diversificação ajuda a mitigar riscos relacionados a doenças e restrições comerciais", disse Johnny Da Silva, diretor da Fitch, em nota. Não à toa, a Tyson, ainda muito concentrada nos Estados Unidos, vem buscando aquisições no continente asiático. O faturamento anual da JBS nas exportações é de US$ 14 bilhões, três vezes mais que o da Tyson, apontou a agência de classificação de risco.

Mas, embora o momento seja favorável aos investidores de frigoríficos, o setor não está livre de riscos. "Nessa área, as bombas aparecem do nada", disse o analista de um banco, lembrando de casos que vão desde a delação premiada dos Batista até embargos comerciais.

Entre as empresas de carnes, a BRF é a mais exposta. A companhia brasileira, que vem sofrendo seguidos golpes desde a Operação Carne Fraca, está no meio de um processo de reestruturação. Além da venda de ativos, que frustrou expectativas, a BRF terá como desafio recuperar a rentabilidade, o que deve demorar.

"O problema não é a dívida, mas o Ebitda. Eles precisariam de um Ebitda de R$ 4 bilhões para isso", afirmou um analista. É mais realista pensar em um Ebitda de R$ 3 bilhões, o que colocaria a alavancagem mais próxima de 4 vezes. Em 30 de setembro de 2018, o índice estava em 6,7 vezes. Com informações do Valor.
 

  Compartilhe Compartilhe esta matéria    Imprimir

 


   Leia também:
 
[17/04/2019] - Arroba: tem frigorífico pagando mais
[17/04/2019] - Carne: varejo dá sinais de melhora
[17/04/2019] - Leite vai continuar subindo?
[17/04/2019] - Especialistas defendem prazo maior para o CAR
[17/04/2019] - Governo quer destravar o crédito rural
[16/04/2019] - Arroba: alta perdeu força
[16/04/2019] - É hora de vender o boi?

Regras para a publicação de comentários


   Notícias Anteriores
 
[16/04/2019] - Carne: preços não têm força para subir
[16/04/2019] - Exportações estão mais fracas em abril
[16/04/2019] - China fala em ampliar compras de carne do Brasil
[16/04/2019] - Rússia adia visita que liberaria mais frigoríficos
[16/04/2019] - Bertin terá que explicar negócio com a JBS
[16/04/2019] - Banco prevê alta forte para ações da JBS
[16/04/2019] - PIB do Agro deverá crescer mais que o previsto
[16/04/2019] - Nova Previdência trará investimentos para o Agro
[16/04/2019] - Governo anuncia pacote para evitar greve
[16/04/2019] - Caminhoneiros se dizem insatisfeitos com ajuda
[15/04/2019] - Invasões de terra caíram com Bolsonaro
[15/04/2019] - Arroba: preço não dá sinal de queda
[15/04/2019] - Reposição está ficando mais cara
[15/04/2019] - Bezerro está em falta no Mato Grosso
[15/04/2019] - JBS vale R$ 35 bilhões a mais após a delação
[15/04/2019] - Produtores rurais cobram aplicação de impostos
[15/04/2019] - Vai sobrar milho em 2019?
[12/04/2019] - Governo teme nova greve dos caminhoneiros
[12/04/2019] - Líder dos caminhoneiros elogia ação de Bolsonaro
[12/04/2019] - Arroba: boi segue em subindo com força
[12/04/2019] - Milho: como ficará a produção em 2019?
[12/04/2019] - Arroba em alta forte também no Pará
[12/04/2019] - Paraná vai debater fim da vacinação
[12/04/2019] - Crise chega forte à pecuária argentina
[11/04/2019] - Arroba: boi continua subindo sem parar
[11/04/2019] - CEPEA: uma mudança importante na arroba
[11/04/2019] - Exportação de gado em pé subiu em março
[11/04/2019] - Imposto sobre a carne sobe 140%
[11/04/2019] - Catástrofe sanitária pode beneficiar a JBS
[11/04/2019] - Lácteos: importações caíram com força em março
[11/04/2019] - Bolsonaro: Brasil está de braços abertos a árabes
[11/04/2019] - Qual opinião dos árabes sobre encontro?
[11/04/2019] - Bolsonaro enfrenta dilema com setor rural
[10/04/2019] - A arroba do boi vai continuar subindo?
[10/04/2019] - Arroba do boi em alta firme
[10/04/2019] - JBS e Marfrig começam nova briga
[10/04/2019] - JBS compra mais uma empresa nos EUA
[10/04/2019] - IMEA prevê produção recorde de milho no MT
[10/04/2019] - Dívida do Funrural preocupa produtores rurais
[10/04/2019] - Preservação ambiental tem que virar negócio
[09/04/2019] - Arroba: preço do boi segue subindo
[09/04/2019] - Reposição fechou mês em alta
[09/04/2019] - Carne: varejo com preços firmes
[09/04/2019] - Carne do JBS continha plástico
[09/04/2019] - Leite longa vida volta a subir
[09/04/2019] - Bolsonaro deve participar de jantar com árabes
[09/04/2019] - Exportações de milho subiram 400%
[09/04/2019] - Funrural: Receita facilita certidão negativa
[09/04/2019] - Tereza: tabela de frete deveria cair
[09/04/2019] - PGR defende frete tabelado

     Clique aqui para ver o índice geral de noticias


 

 

 

Adicione seu site Comprar e vender Atendimento ao anunciante Mais buscados

Venda para a pecuária brasileira através da Internet!
Clique aqui e veja como anunciar no Pecuária.com.br